Foto: Reprodução/Gouvernorat d’Agadez
O veículo transportava centenas de nigerianos que retornavam do Mali para casa, depois de celebrarem um feriado muçulmano com suas famílias.
O prefeito do Departamento de Arlit, tenente-coronel Almoustapha Ousmane, foi pessoalmente ao local. De acordo com o governo, as descobertas foram particularmente perturbadoras. Dezenas de corpos foram encontrados debaixo do caminhão imóvel e nas áreas ao redor.
Investigações iniciais indicam que o veículo partiu da localidade maliana de Telhandek, a cerca de 300 km da fronteira com a Nigéria, teria se perdido e depois quebrado após dias de viagem no deserto.
Sem água e incapazes de consertar o veículo, os passageiros ficaram presos no coração de um ambiente hostil, com temperaturas extremas e falta de pontos de abastecimento. A sobrevivência se tornou praticamente impossível.
A localização do caminhão só foi possível porque dois sobreviventes, Mohamed Bachir Souley e Issa Omar, conseguiram andar mais de 50 km a pé até chegar a Assamaka e pedir socorro.
Depois de prestar ajuda aos sobreviventes e enterrar os mortos, a equipe de resgate encontrou no caminho de volta outro caminhão, a mais de 60 km da cidade, com mais de 60 pessoas presas há três dias no deserto devido a uma falha na bateria.
O prefeito e sua equipe distribuíram água imediatamente. Gritos de alegria e alívio tomaram o lugar da ansiedade e do desespero que os passageiros viviam há dias.
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