Segundo o Axios, governo Donald Trump considerou insuficientes as mudanças apresentadas por Teerã nas negociações de paz

Os Estados Unidos rejeitaram nesta segunda-feira (18) uma nova proposta apresentada pelo Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. A informação foi divulgada por fontes do governo norte-americano ao site Axios. Por: Metro1
Segundo a publicação, Teerã enviou aos EUA, por meio do Paquistão, uma versão revisada da proposta original apresentada por Washington. Ainda de acordo com as fontes, o governo de Donald Trump avaliou que as mudanças foram insuficientes para um acordo definitivo de paz.
O governo iraniano não detalhou oficialmente o conteúdo do novo texto, mas fontes ouvidas pela agência Reuters afirmaram que a proposta inclui o fim permanente da guerra, a retirada das sanções impostas pelos EUA, a reabertura do Estreito de Ormuz e a liberação de recursos iranianos bloqueados.
Até o momento, não há confirmação sobre a inclusão do programa nuclear iraniano nas negociações, um dos principais pontos de tensão entre os dois países.
De acordo com o Axios, integrantes da Casa Branca consideraram cancelar as negociações e retomar os confrontos caso a proposta não atendesse às exigências de Washington. No domingo (17), Trump afirmou que “o tempo está se esgotando” para um acordo.
Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou que Teerã está preparada para “todos os cenários” e ameaçou responder a qualquer ação considerada hostil.
Atualmente, um cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã segue em vigor após seis semanas de conflito desencadeadas por ataques conjuntos americanos e israelenses contra território iraniano.
Os EUA exigem o encerramento definitivo do programa nuclear iraniano e o desbloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável pelo transporte de grande parte do petróleo mundial. Já o Irã pede indenizações pelos danos da guerra, o fim das restrições americanas aos portos do país e a suspensão dos combates em outras frentes, incluindo o Líbano, onde Israel enfrenta o grupo Hezbollah, apoiado por Teerã.
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