Encontros com representantes dos trabalhadores ocorreram antes do início da comissão, que inicia debates sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada

Gabriela Tunes - sbt
Antes da primeira sessão de debates na comissão especial que analisa o fim da escala 6x1, deputados se reuniram nesta terça-feira (5) com representantes de centrais sindicais na Câmara dos Deputados.
O presidente da comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), afirmou que as centrais reforçaram a defesa da mudança no regime de trabalho. Segundo ele, os representantes também pediram celeridade na tramitação. “Reforçaram o pedido para que isso de fato seja aprovado o mais breve possível, dentro do mês de maio”, afirmou.
Santana acrescentou que a comissão deve intensificar os trabalhos nas próximas semanas, com audiências públicas e debates em diferentes estados, a começar pela Paraíba, no dia 7 de maio, por um pedido do próprio Hugo Motta.
O relator da proposta, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), destacou que o texto ainda está em construção e será resultado de diálogo com diversos setores. “Nós estamos construindo o texto. A ideia é continuar esse trabalho de fortalecimento do diálogo com a sociedade”, afirmou.
Prates também reforçou os pontos que, segundo ele, são considerados centrais no debate. “As únicas definições que nós temos é o fim da escala 6X1 e a não redução salarial. Dentro dessas premissas, nós vamos tentar encontrar uma equação que possa mitigar os efeitos”, disse.
Ele afirmou ainda que o objetivo é construir uma proposta viável politicamente: “Nós precisamos de 308 votos no plenário para conseguirmos dar essa conquista ao trabalhador”.
Nesta terça-feira (5), a comissão especial começa oficialmente os trabalhos com a análise do plano de trabalho e com a votação de requerimentos. Os deputados devem realizar audiências públicas ao longo do mês de maio, incluindo encontros fora de Brasília, como na Paraíba, em São Paulo, Minas Gerais e no Rio Grande do Sul.
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