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sábado, 4 de abril de 2026

Vacina da gripe não causa a doença e reduz mortes, reforça Ministério da Saúde

Pasta alerta para onda de desinformação nas redes e destaca eficácia do imunizante distribuído pelo SUS
O Ministério da Saúde voltou a alertar, nesta semana, para a circulação de informações falsas sobre vacinas nas redes sociais — desta vez envolvendo a vacina contra a gripe. Segundo a pasta, é incorreta a afirmação de que o imunizante aumentaria o risco de contrair a doença. da Agência de Notícias da Aids com informações

“Publicações afirmam, sem qualquer base científica, que o imunizante aumentaria o risco de contrair a própria gripe. A informação é falsa”, destacou o ministério em nota.

A vacina contra a influenza distribuída no Brasil, produzida pelo Instituto Butantan, tem eficácia comprovada na redução de hospitalizações e mortes, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas e pessoas com 60 anos ou mais.

Disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a versão aplicada é a vacina Influenza trivalente, indicada para prevenir formas graves da doença, complicações, internações e óbitos.

O imunizante segue padrões internacionais e é recomendado por organismos como a Organização Mundial da Saúde e a Food and Drug Administration (FDA), que orientam o uso de vacinas trivalentes conforme a circulação dos vírus.

Porque a vacina não causa gripe
O ministério explica que a vacina é produzida com vírus inativados, fragmentados e purificados — ou seja, incapazes de provocar a doença.

“Logo, é falso afirmar que a vacina causa gripe mais forte ou aumenta o risco de infecção”, reforça a pasta.

A confusão, segundo o órgão, ocorre porque o período de vacinação coincide com o aumento da circulação de vírus respiratórios no outono e inverno. Além da influenza, também circulam outros agentes, como parainfluenza, covid-19, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus.

“Pessoas vacinadas podem ser infectadas por outros vírus respiratórios no mesmo período e apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, o que pode gerar a falsa impressão de que a vacina não funcionou”, esclarece.

Na prática, a imunização reduz significativamente o risco de quadros graves, internações e mortes.

Campanha de vacinação em andamento
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou no último sábado (28) e segue até 30 de maio nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

Podem se vacinar os grupos prioritários, como idosos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, trabalhadores da saúde, professores, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência, profissionais das forças de segurança, caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo, entre outros.

De acordo com o ministério, mais de 2,3 milhões de doses já foram distribuídas desde o início da mobilização.

A vacinação anual é necessária porque a fórmula do imunizante é atualizada todos os anos, com base nas recomendações da Organização Mundial da Saúde, para acompanhar as cepas mais circulantes do vírus.

Monitoramento e vigilância
O ministério também informou que intensificou a vigilância da Influenza A (H3N2), especialmente do subclado K, que tem sido registrado com frequência em países como Estados Unidos e Canadá.

No Brasil, até o momento, foram confirmados quatro casos desse subclado. As análises foram realizadas por instituições de referência, como a Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Adolfo Lutz.

Segundo a pasta, o monitoramento inclui acompanhamento contínuo de casos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave (SRAG), diagnóstico precoce, investigação de eventos incomuns e ampliação do acesso à vacinação e a antivirais.

Combate à desinformação
Ao final, o ministério reforça que a vacina contra a gripe é segura e salva vidas.

“A vacina contra a gripe não aumenta o risco da doença, ela salva vidas. Aderir à imunização é a forma mais eficaz de proteger a si mesmo e aos mais vulneráveis, reduzindo internações e evitando mortes”, afirma.

A orientação é buscar sempre informações em fontes oficiais, como o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde, antes de compartilhar conteúdos nas redes sociais.

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