A comissão especial foi instalada na quarta-feira (29)
Luana Neiva / bahia.ba/politica
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Em declaração à CNN Brasil, o parlamentar buscou afastar a polarização em torno do tema e disse que o texto não terá ligação com lideranças nacionais. Segundo ele, o objetivo é construir um projeto com viabilidade de aprovação.
“Me perguntaram em uma rede coirmã sua se o projeto terá cara de Bolsonaro ou a cara de Lula. Para resposta, antes de vocês me perguntarem, terá a cara de Hugo Motta”, afirmou.
Prates destacou que a prioridade é garantir avanços concretos para os trabalhadores. “Por que a cara de Hugo Motta? Porque não adianta eu fazer um texto belíssimo e no final não ser aprovado, o trabalhador não teve avanço em nada. Então, como o meu foco é o trabalhador, espero trazer avanços para o trabalhador”, explicou.
A comissão especial foi instalada na quarta-feira (29) e conta com a presidência do deputado Alencar Santana (PT-SP). O grupo será responsável por debater a proposta que busca encerrar a escala 6×1 e redefinir regras da jornada de trabalho no país.
Entre os principais desafios, estão a construção de um texto final que equilibre interesses de trabalhadores e empregadores, além da expectativa de votação até o fim de maio.
“Eu tenho a concepção ideológica de que qualquer regulação é para proteger o mais fraco e, nesse caso, o lado mais fraco é sempre o do trabalhador. Agora, o setor produtivo pode ter certeza de que o esforço que for necessário para fazer, e eu tenho certeza de que conto com o Alencar e com Hugo Motta para minorar os danos que eventualmente ocorrerem ou para melhorar o ambiente de negócios. A gente vai estar disposto a fazer, preservando sempre o nosso foco, que é o fim da escala 6×1 e a não redução salarial”, completou o relator.
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