Por Edu Mota, de Brasília
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

“Todos os bancos privados têm sentado, têm negociado com o BRB. Os únicos bancos que não têm negociado com o BRB são a Caixa Econômica e o Banco do Brasil. A impressão que se passa por parte do governo federal é de que a vontade dele é que o banco do Distrito Federal quebre mesmo, independentemente de responsabilidade de quem quer que seja”, disse Celina à CNN.
Para a governadora do DF, uma ajuda do governo federal para evitar uma eventual liquidação do BRB “não seria nenhum favor”. Celina Leão esteve no início do mês com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em busca de soluções para o equilíbrio financeiro do BRB.
À CNN, Celina Leão negou que haveria disposição para discutir contrapartidas do Distrito Federal — como uma mudança do cálculo do fundo constitucional do DF — em um eventual socorro da União ao banco.
“O governo do PT tentou por duas vezes retirar isso [o fundo constitucional do DF] de nós. Nós enfrentamos com muita firmeza, e não vai ser agora, diante de uma dificuldade, que eles vão colocar isso na mesa e nós vamos acatar. Não há a mínima possibilidade de recuo para esse tipo de diálogo”, destacou.
Em tom crítico ao governo Lula, Celina disse que a postura do governo, de impor dificuldades para salvar o BRB da falência, não seria “republicana”. Apesar das críticas, ela aproveitou e fez um apelo para que o Poder Executivo pense “nos trabalhadores”, e mencionou os cerca de seis mil servidores cotistas do BRB e que dependem exclusivamente do banco.
“Quando você deixa um banco quebrar, você traz um cenário muito instável para o mercado financeiro. Então, acho que a responsabilidade não era de colocar uma negociação na mesa, a responsabilidade era institucional, pensando nos trabalhadores”, explicou a governadora do DF.
Nenhum comentário:
Postar um comentário