Ansiedade, sobrecarga e hábitos emocionais podem influenciar funcionamento do órgão ao longo do tempo, explica especialista
Tratamento para insuficiência cardíaca evoluiu ao longo dos anos | Freepik

Quando falamos em saúde do coração, as primeiras imagens que vêm à mente são colesterol, pressão arterial, cigarro e sedentarismo, provavelmente. São fatores de risco clássicos, todos muito reais e extremamente importantes. Mas, ao longo dos meus anos como cardiologista, aprendi que o coração é muito mais do que um músculo que bombeia sangue para nosso corpo. Ele sente. Ele responde. E, sim, ele pode adoecer (ou se curar) com base no que vivemos emocionalmente.
Quando a emoção chega antes da razão
Pense naquele momento em que você recebeu uma notícia muito ruim. O coração disparou, o peito apertou, a respiração ficou mais curta. Isso não foi imaginação sua: foi o seu sistema nervoso liberando adrenalina e cortisol em resposta a uma ameaça, ainda que essa ameaça seja emocional, não física. O problema é que o coração não distingue muito bem entre os dois tipos de perigo. Ele sempre reage da mesma forma.
Quando isso acontece de forma esporádica, o organismo se recupera. Nesse caso, o estresse é até útil, pois nos prepara para enfrentar desafios. O perigo começa quando esse estado de alerta se torna crônico. Quando o estresse deixa de ser um episódio e vira uma forma de vida. Mais no sbtnews
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