Alta no preço do boi e aumento das exportações pressionam custo e afetam até cortes populares
Edgar Luz / bahia.ba/economia
Foto: Ilustrativa/Erlon Silva/Getty Images

A arroba do boi gordo atingiu US$ 73,58, o equivalente a aproximadamente R$ 365,00, na última quarta-feira (15), alcançando o maior patamar em quase cinco anos. O número supera, inclusive, o registrado em abril de 2022, quando a cotação chegou a US$ 73,53.
A alta impacta diretamente os preços nas prateleiras, já que açougues e mercados repassam o custo ao consumidor. Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo apontam que o aumento médio acumulado da carne bovina foi de 3,18%, considerando diferentes tipos de corte.
O que explica a alta?
Especialistas apontam que o principal fator é o desequilíbrio entre oferta e demanda. O consumo segue elevado, enquanto a disponibilidade de animais para abate diminui.
Outro ponto é o avanço das exportações. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne em 2025, um crescimento de 20,9% em relação ao ano anterior.
Além disso, produtores têm optado por reter parte do rebanho, especialmente vacas, para reprodução. A estratégia reduz o número de animais disponíveis no mercado e contribui para a valorização da carne.
Cortes mais afetados
A alta não ficou restrita aos cortes nobres e atingiu diferentes opções consumidas no dia a dia. Veja os principais aumentos registrados:
Fígado: +7,5%
Capa de filé: +6,8%
Alcatra: +6,2%
Filé-mignon: +4,9%
Picanha: +4,4%
Contrafilé: +4,3%
Lagarto: +3,6%
Músculo: +3,5%
Coxão mole: +3,3%
Acém: +3,3%
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