Prazo foi mantido pelo ministro Alexandre de Moraes, que rejeitou pedidos da defesa por uma extensão
Foto: Beto Barata/PL

Bolsonaro está entre os 34 denunciados pela PGR. Seus advogados solicitaram um prazo de 83 dias para a resposta, argumentando que esse foi o tempo usado pela Procuradoria para construir a denúncia. No entanto, Moraes determinou que o limite fosse de 15 dias, contados a partir da intimação.
A defesa alegou que não teve acesso a todos os autos do processo, o que prejudicaria o direito de resposta. O ministro, no entanto, afirmou que os advogados tiveram “integral acesso aos autos e ao sistema”, incluindo os elementos de prova disponíveis.
A denúncia será analisada pela Primeira Turma do STF, composta por Moraes, Cristiano Zanin (presidente), Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Os ministros indicados por Bolsonaro ao Supremo, Nunes Marques e André Mendonça, integram a Segunda Turma e, portanto, não participarão da decisão.
A defesa do ex-presidente tentou impedir a participação de Zanin e Dino no julgamento. No caso de Zanin, ex-advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os advogados alegaram que ele já se declarou impedido em outro processo envolvendo Bolsonaro. Já em relação a Dino, ex-ministro da Justiça do governo Lula, mencionaram uma queixa-crime apresentada contra o ex-presidente em 2021.
Os pedidos foram rejeitados na última sexta-feira (28) pelo ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF.
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