Alcolumbre reajusta cota de senadores e libera nova escala a servidores
Na véspera de Carnaval, o presidente da Casa concedeu um pacote de bondades e benefícios a parlamentares e servidores.
Por Felipe Igreja / CNN
Senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)
Foto: Ton Molina/Fotoarena/Agência O Globo
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Ele assinou uma série de atos administrativos aumentando a cota-parlamentar, que é o dinheiro para custear gastos do mandato parlamentar, concedeu ainda a alguns servidores da casa um dia de folga após três trabalhados e também reajustou o auxílio-alimentação em 22%, para mais de R$ 1,7 por mês.
Em relação à cota-parlamentar, é o segundo reajuste somente neste ano, já que em fevereiro houve um aumento acordado ainda na gestão de Rodrigo Pacheco.
Com o novo aumento, deputados do Amapá, estado de Alcolumbre, e do Acre, por exemplo, passam a receber mais de R$ 50 mil por mês do chamado cotão. O dinheiro é utilizado para hospedagem e alimentação do senador ou dos assessores do gabinete, compra de material, gastos de correio, combustível e passagem aérea.
Ao invés de aplicar um reajuste linear, cada estado ganhou um percentual diferente. Com as mudanças estipuladas, o valor pode aumentar quase R$ 5 milhões por ano para os cofres do Senado.
Alcolumbre também concedeu a servidores do Senado um dia de folga para cada três dias trabalhados. Na prática, a medida institui a escala 4x3 no Senado, já a partir de março. Um detalhe do texto estabelece que servidores que não queiram tirar os dias de folga possam vender a licença, o que deve engordar os contracheques.
Para Welder Lima, presidente do Observatório Social, a medida abre brecha para os chamados supersalários no serviço público.
"Essa possibilidade de poder vender folgas vai ser mais um incremento para superar o teto que se tem e gerar o que se fala de supersalários, de uma maneira bastante descontrolada - pelo menos, não está claro se vai ter alguma espécie de limite. Dá margem para que se tenha penduricalhos absurdos, que, no final das contas, é uma farra com dinheiro público. Esse gasto adicional é desnecessário, porque não há uma justificativa plausível para esse tipo de medida", afirma.
Alcolumbre também aumentou 22% o valor do auxílio-alimentação dos funcionários, na comparação com os valores praticados até janeiro. Agora, os servidores receberão mais de R$ 1,7 mil. A medida deve pressionar Hugo Motta a fazer o mesmo na Câmara dos Deputados.
Em nota, o Sindilegis disse que vai buscar o mesmo valor aos servidores da Casa presidida por Motta. A entidade alega que esse já o valor pago aos servidores do TCU.
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