A discriminação também foi apontada como uma barreira, afetando a realização dos desejos de quase metade das correspondentes (46%)
Gabriela Maraccini da CNN
• Justin Paget/GettyImages
O estudo “Sonhe Como Uma Garota: uma análise intergeracional dos desejos femininos” investigou os sonhos de 1.080 brasileiras, de todas as regiões do Brasil, nas faixas etárias de 18 a 29 anos, de 30 a 49 anos e 50+. Entre as perguntas feitas às entrevistadas, estão questões sobre desejos atuais e da infância, além de sonhos para o futuro.
De acordo com o levantamento, 75% das entrevistadas já desistiram de algum sonho e a falta de recursos financeiros é o principal motivo do abandono. A discriminação também foi apontada como uma barreira, afetando a realização dos desejos de quase metade das correspondentes (46%). As principais formas de discriminação sentidas foram o machismo e discriminação por classe social.
Segundo o estudo, as classes mais baixas sentem mais o impacto da discriminação na realização de seus sonhos, com metade das pessoas (50,4%) das classes DE sentindo que o preconceito impactou negativamente em suas capacidades de realizar sonhos. Para as classes AB, esse número foi menor (37,1%).
O levantamento também mostrou que o apoio e o suporte das famílias é considerado fator essencial para a realização de sonhos: 1/4 das mulheres já abandonou um sonho por falta de apoio familiar. Para o grupo-geral, esse número é de 19%.
Para 70% das entrevistadas, sonhar era mais fácil na infância. Segundo o estudo, as mulheres desejam mais oportunidades e segurança para conquistar seus objetivos:64% acreditam que as políticas públicas precisam melhorar o acesso a trabalho, empreendedorismo e oferecer flexibilidade no trabalho para as mulheres;
59% acreditam que é preciso investimento em educação de qualidade e capacitação para a realização de sonhos;
52% precisam de mais segurança e enfrentamento à violência de gênero. Leia mais na CNN Brasil
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