De acordo com os pesquisadores, o momento atual exige superar os preconceitos para que as investigações avancem
Foto: Assessoria/D’Or

“Os extratos de cannabis se mostraram extremamente eficazes no manejo dos sintomas da dor e de outros desconfortos apontados pelos pacientes oncológicos, como a fadiga e a perda do apetite”, apontou o geriatra Felipe Gusman, chefe dos cuidados paliativos do Hospital Copa Star, um dos palestrantes do evento.
O corpo humano possui um sistema de receptores chamados endocanabinoides, que se ligam ao CBD e ao THC presentes na maconha. Ao entrar em contato com as substâncias, o organismo sente um efeito semelhante ao da endorfina. A aceitação do canabidiol na medicina é cada vez maior e, agora, os especialistas defendem a realização de testes com o THC e as outras substâncias da cannabis.
“Algumas pesquisas mostraram que doses puras de CBD não foram de grande eficácia para o tratamento da dor. O extrato da maconha, com pequenas doses também do THC e de outros produtos da planta, como o CBG, o canabigerol, apresentaram resultados mais benéficos”, explicou Gusman.
De acordo com os pesquisadores, o momento atual exige superar os preconceitos para que as investigações avancem. O médico destaca, no entanto, que é preciso ajustar as expectativas, pois a cannabis não funcionará como uma “bala de prata”, eliminando a dor de todos os pacientes com câncer. “Como todo remédio, é preciso ter cuidado na prescrição, especialmente monitorando os níveis de THC neste caso.”
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