Retorno da icônica banda Novos Baianos foi parar na Justiça
Arquivo Nacional

As rusgas entre parte dos músicos, que opõem já há algum tempo Moraes Moreira, morto em 2020, Galvão e os remanescentes Baby, Pepeu Gomes e Paulinho Boca de Cantor, tiveram início em 2017, quando a banda assinou contrato com a Secretaria de Cultura da Bahia para um show de retorno para inaugurar a concha acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador.
Logo após esse show, Baby, segundo Janete, assinou um contrato com a produtora T4F para uma série de shows de retorno da banda e com a gravadora Som Livre para gravação de CD e DVD. Segundo a viúva de Galvão, Baby teria ficado com a maior parte dos valores oriundos deste contrato. Ela ainda afirmou que, depois de um show, cada músico recebeu só R$ 1.400.
Em 2019, entrou em vigor a propriedade da marca “Novos Baianos”, que está no INPI, que tem como único titular Baby do Brasil. Ela também tentou registrar a marca “Acabou Chorare”, icônica música composta por Moreira e Galvão, mas não conseguiu.
Segundo a reportagem do Estadão, Galvão chegou a assinar documento que cederia a marca a Baby, mas, naquele momento, diz Janete, o músico não tava apto, em termos de saúde, para firmar esse compromisso.
Neste contexto, Janete Galvão ajuizou ação para declarar a nulidade do contrato, com valor de causa de R$ 1 milhão. “Esse pessoal da antiga, quando formava grupos, era sempre tudo solto, livre, no tempo do paz e amor. Depois, você cresce, tem filho, imposto para pagar. Aí é preciso se organizar, até para deixar tudo estruturado para os herdeiros”, disse à reportagem do Estadão a advogada Deborah Sztajnberg, que defende Janete.
“O Galvão não pode ser apagado dessa história. Os herdeiros precisam ser informados ou receber pela atividade da banda. Toda vez que se utilizar a marca Novos Baianos, cada um tem que receber um quinto. Isso dará legalidade à banda.”
Além das nulidades, a ação pede que os cachês sejam repassados igualitariamente em cinco partes, incluindo valores retroativos desde 2016.
Nenhum comentário:
Postar um comentário