Varejista ainda avalia que o endividamento ao fim de 2022 teve uma “deterioração considerável”
Foto: Divulgação/ Americanas

A empresa ainda avalia que o endividamento ao fim de 2022 teve uma “deterioração considerável” e chegou a R$ 26,3 bilhões, o que representa alta de mais de R$ 12 bilhões comparado com 2021.
Em carta aos acionistas, a Americanas afirma que a “fraude gerou relevantes impactos nas contas do Balanço Patrimonial”. A varejista disse que, enquanto os resultados eram artificialmente majorados pela fabricação de contratos fictícios de VPC (verba de propaganda cooperada) contabilizados como redutores de custo, a contrapartida contábil era o lançamento dos respectivos valores como redutores da conta de fornecedores. Somado a isso, os contratos de risco sacado e de capital de giro não eram devidamente registrados como endividamento”.
A empresa também explica que houve a necessidade de reclassificação de todas as dívidas de longo prazo para curto prazo. “A divulgação das demonstrações financeiras do exercício social de 2022 representa o passo final do processo de refazimento dos números da companhia, após os eventos ocorridos ao longo do ano de 2023”, salientou a empresa.
Com o resultado operacional negativo ao longo do ano de 2022, considerando os ajustes extraordinários que impactaram o balanço, a companhia registrou patrimônio líquido negativo de R$ 26,7 bilhões.
Além disso, a empresa destacou ainda impairment (baixa contábil) na aquisição de ativos de R$ 2,4 bilhões Hortifruti Natural da terra, Uni.co e Ame.
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