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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Zema muda plano para Previdência após reação popular

Carlos da Costa afirma que candidato percebeu que debate sobre reforma ainda não está maduro e defende envolver sociedade na decisão
André Barbeiro , Raquel Landim , Ranier Bragon, Iander Porcella
Economista Carlos da Costa e candidato Romeu Zema | Reprodução
O coordenador do plano econômico de Romeu Zema (Novo), Carlos da Costa, afirmou em entrevista ao SBT News que o candidato recuou em propostas para a reforma da Previdência após perceber que a sociedade brasileira ainda não está madura para discutir mudanças no sistema.

Segundo o coordenador, Zema costuma começar suas avaliações a partir de uma perspectiva técnica, mas leva em consideração a reação da população e pode alterar suas posições.

“Às vezes o governador Romeu Zema muda de opinião. Muda de opinião por quê? Porque ele primeiro tem uma visão mais técnica, ele sempre começa com uma visão técnica, e ele é sensível àquilo que a população fala”, afirmou.

Costa foi questionado sobre mudanças recentes no discurso de Zema a respeito da idade mínima para aposentadoria e do tempo de contribuição. O candidato já havia defendido alterações nesses parâmetros, mas passou a admitir que poderia esperar para avaliar se medidas como o aumento da formalização do emprego seriam capazes de melhorar as contas da Previdência.

De acordo com o coordenador, a estratégia agora é não promover uma nova mudança imediatamente. Em um eventual governo Zema, o primeiro passo seria criar um conselho tripartite, formado por representantes de trabalhadores, empregadores e governo, responsável por analisar os dados e propor ajustes no sistema.

“A gente vai primeiro fortalecer o ambiente institucional da Previdência criando este conselho e deixando os dados absolutamente transparentes, com simulações bem-feitas”, explicou.

Costa afirmou que Zema mudou sua posição porque identificou que o debate previdenciário ainda não chegou ao nível necessário para que mudanças mais profundas sejam implementadas.

“Ele percebeu que a discussão da Previdência não tá madura. E é verdade, não tá madura mesmo”, disse.

Na avaliação do economista, parte da população desconhece o impacto do déficit previdenciário sobre as contas públicas e não tem informações suficientes sobre os efeitos do envelhecimento da população no sistema.  Mais no sbtnews

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