Por Marcelo Rodrigues / http://www.tecmundo.com.br
Alguns setores da tecnologia evoluem tão rápido que, às vezes, parece que já estamos vivendo no futuro – ou, pelo menos, em uma mistura de presente com elementos de ficção científica. O destaque da vez fica por conta de um projeto desenvolvido por cientistas e biomédicos do Massachusetts General Hospital, que conseguiram criar em laboratório uma pata de rato praticamente completa. Assim, teoricamente, a equipe pode estar próxima de conseguir substituir membros perdidos em acidentes, por exemplo, por cópias feitas com as próprias celulas do paciente ou vítima.
Diferentemente de outros estudos do tipo, que buscam criar tecidos e estruturas biológicas praticamente do zero, a operação chefiada por Harold Ott, especialista em regeneração de órgãos, se apoia em uma técnica chamada decel – ou descelularização. Usado por quem trabalha no ramo da bioengenharia de tecidos, o processo é utilizado para desenvolver pulmões, rins e até corações dentro dos recipientes conhecidos como placas de Petri. Para criar essas maravilhas, é preciso que haja um material original do mesmo tipo, geralmente fruto de doadores que já faleceram.
Foto: B.J. Jank.
Parece complicado – e, com certeza, não é o tipo de coisa que se faz na cozinha de casa –, mas não é difícil de entender. Conforme descrito pelo site New Scientist, é como se os cientistas pegassem o membro doado e “lavassem” ele com uma solução química que o limpa completamente, retirando 100% do material genético de seu antigo dono. O que resta, então, é estrutura-base desse órgão, que, depois de devidamente preparado, se transforma em uma espécie de forma ou recipiente pronto para receber novas informações biológica de seu futuro usuário.













