Foto: Reprodução / Bahia Notícias

Durante a conversa, o médico psiquiatra André Gordilho enfatizou que tratamentos médicos, psicoterapias e atividades de bem-estar — como ioga e dança — podem ajudar no cuidado com a saúde mental.
O psiquiatra ressaltou também a importância de distinguir o que faz parte do repertório cultural e religioso de um indivíduo do que pode sinalizar o início de um transtorno psiquiátrico.
Segundo o médico, manifestações como a incorporação possuem momentos e ambientes específicos dentro de tradições como o Candomblé, a Umbanda ou o Espiritismo. Por outro lado, a ocorrência repentina e descontextualizada de delírios, alucinações ou alterações de comportamento no cotidiano pode indicar um quadro de adoecimento mental.
"A própria religião percebe o que é adequado e o que não é. Ter uma manifestação dentro de um local apropriado é uma coisa. Outra é apresentar sintomas de forma abrupta, fora de contexto, o que exige uma avaliação clínica", explicou o especialista.
Ele destacou ainda a responsabilidade das lideranças religiosas no encaminhamento adequado de fiéis. Mães e pais de santo, médiuns e dirigentes de casas espirituais desempenham um papel crucial na identificação de casos que demandam intervenção médica.
O psiquiatra relatou, inclusive, que já recebeu pacientes encaminhados diretamente por líderes espirituais que perceberam que a demanda do frequentador ultrapassava a esfera espiritual e exigia acompanhamento psiquiátrico. Tudo no bahianoticias
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