Por Edu Mota, de Brasília - BN
Foto: Edu Mota, de Brasília / Bahia Notícias

Marinho e outros senadores de oposição fizeram discursos contrários ao projeto. Os oposicionistas argumentaram, entre outros pontos, que a discussão ocorre às vésperas das eleições e não permitiu uma discussão aprofundada, principalmente em relação a efeitos sobre o emprego e a renda do trabalhador.
Durante as argumentações da oposição, os senadores Omar Aziz e Rogério Marinho protagonizaram uma discussão sobre o projeto. A troca de acusações começou depois que o líder da oposição e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro afirmou que a redução da jornada sem diminuição dos salários elevaria os custos das empresas e, consequentemente, os preços de produtos e serviços.
Marinho criticou a falta de medidas de compensação aos empregadores e afirmou que não seria possível reduzir a jornada mantendo salários sem consequências econômicas. "É óbvio, é ululante, é claro, é transparente, é cristalino. E quem diz o contrário ou tem má-fé ou é burro", afirmou o senador do PL.
Em seguida, Omar Aziz reagiu e afirmou que a declaração atingia parlamentares favoráveis à proposta, inclusive integrantes do próprio PL."Eu acho que o senador Rogério Marinho se exaltou, chamou a gente de burro, leviano e incompetente. Palavras duras para colegas", disse.
Aziz citou o apoio de deputados do PL à proposta na Câmara e questionou se Marinho estendia as críticas aos correligionários. "Vossa Excelência está dizendo que no seu partido tem gente leviana, incompetente e burra?", perguntou. O senador amazonense também acusou Rogério Marinho de defender uma proposta voltada aos interesses dos empregadores.
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