Secretaria de Patrimônio da União afirma que pediu bloqueio do acesso desde 2024 e cobra ação conjunta após morte de jovem durante salto em Limeira
Warley Júnior/sbt
Maria Eduarda morreu após sofrer uma queda durante a prática de rope jump | Reprodução

A manifestação ocorre após a Prefeitura de Limeira anunciar que pretende processar o governo federal por omissão. A administração municipal sustenta que a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à ponte é exclusiva da União e afirma que vem cobrando providências dos órgãos federais desde 2025, sem retorno.
Na nota, a SPU defendeu uma atuação coordenada entre os entes públicos. “Os poderes públicos de todos os níveis precisam, imediatamente, juntar esforços para evitar de forma definitiva o acesso à ponte do Esqueleto e coibir atividades ilegais”, afirmou o órgão. A secretaria acrescentou que, posteriormente, será necessário “decidir o futuro da Ponte do Esqueleto de forma conjunta”.
No mesmo comunicado, a SPU lamentou a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas e informou que a estrutura pertence a um trecho nunca implantado da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA), localizado no interior de propriedades particulares. O órgão também alegou que o processo de incorporação da ponte ao patrimônio da União “só foi autorizado em 2026”.
Maria Eduarda morreu após sofrer uma queda durante a prática de rope jump. De acordo com as informações iniciais da investigação, houve uma falha na fixação dos equipamentos de segurança. Seis pessoas foram levadas à delegacia. Três delas permaneceram presas por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte.
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