Os bancos Bradesco e Itaú-Unibanco, que economizaram R$ 200 milhões em impostos em operações no paraíso fiscal de Luxemburgo segundo reportagem da "Folha de S. Paulo", doaram R$ 10,2 milhões para as campanhas eleitorais deste ano, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
A participação do Itaú na campanha presidencial foi marcada gerou embates entre Marina e Dilma Rousseff (PT). Uma das coordenadoras do programa de Marina foi Maria Alice Setubal, herdeira do Itaú, o que levou Dilma a acusar a pessebista de ser "apoiada e sustentada por banqueiros".
A empresa Bradesco Vida e Previdência S/A realizou doações não apenas a Marina, mas também às direções nacionais de partidos das coligações de Dilma,Aécio Neves (PSDB) e Pastor Everaldo (PSC). Apesar de o PT de Dilma não aparecer nos dados do TSE, partidos de sua coligação --PMDB, PSD, PP e PC do B-- receberam, juntos, R$ 1,55 milhão.
O PSDB de Aécio, além do DEM, SD e PR, da mesma coligação, recebeu a maior parte do apoio financeiro do Bradesco: R$ 5,44 milhões no total. A direção nacional do PSC, do Pastor Everaldo, obteve R$ 250 mil do banco. Marina Silva foi indiretamente beneficiada com R$ 750 mil, de doações do Bradesco para as direções dos partidos PSB e PPS.
A única doação nominal do Bradesco para presidenciáveis foi para o candidato Eymael, que recebeu R$ 200 mil.
Dois dos maiores bancos brasileiros, o Bradesco e o Itaú-Unibanco realizaram transações entre 2008 e 2009 em Luxemburgo, um pequeno paraíso fiscal europeu, para evitar o pagamento de impostos no Brasil, em uma prática conhecida como elisão fiscal --deixar de pagar impostos usando ao máximo todas as brechas possíveis que a lei oferece. Em Luxemburgo, as instituições recebem generosos descontos contábeis, levando a lucros menores nos balanços. A operação não é considerada crime.
Foto: Reprodução - Fonte: UOL Notícias
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