Não durou um semestre o perfil tipo linha dura da presidente Dilma Rousseff no trato com as negociações com os parlamentares. Segundo o colunista Josias de Souza, da Folha de S. Paulo, a petista decidiu retomar a velha prática do “toma-lá-dá-cá” nas negociações, baseado na troca de apoio por verbas e cargos. Dilma deixou explicita esta intenção em três reuniões nesta terça-feira (14). Em uma delas, usou como voz o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), que repassou aos demais líderes da base a “boa nova”. O líder informou que Dilma teria a intenção de liberar mais dinheiro em emendas do que estava programado. De um total de R$ 10,8 bilhões em emendas, Dilma decidiu, no início do governo, pagar apenas R$ 500 milhões. Agora, fala-se em até R$ 3,5 bilhões. Como contribuição, os congressistas darão o aval a projetos importantes do Planalto que tramitam no Legislativo.
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