Foto: Divulgação/GoFoundMe
Grant Learmont, de 40 anos, teve um diagnóstico inesperado de câncer de próstata, um tipo de câncer comum entre homens, que muitas vezes se desenvolve de forma silenciosa. Diferente do que costuma ser observado, o primeiro sintoma apresentado por ele não envolvia dificuldades urinárias, mas dores nas costas e quadris. Com informações do Metrópoles.
O homem, que trabalha na construção civil e pratica futebol, inicialmente acreditou que o incômodo era resultado de esforço físico. “O médico, assim como eu, achou que talvez fosse apenas uma dor muscular nas minhas costas por causa do trabalho na construção e do futebol”, relembra Grant. A recomendação inicial foi fisioterapia.
Após algumas semanas, a dor mudou de local e se intensificou, atingindo ombro e peito, o que o levou a procurar novamente atendimento médico. Na mesma noite, recebeu um telefonema informando alterações em exames de sangue e suspeita de coágulo, sendo encaminhado para uma tomografia no dia seguinte.
O exame revelou manchas na coluna, pelve e quadril esquerdo, indicando que o câncer de próstata já havia se espalhado para os ossos. “Quando ele me disse ‘doença óssea extensa’, pensei que estava entendendo, mas quando falou que era consequência de câncer de próstata, fiquei completamente confuso”, afirma Grant.
Até então, o construtor não apresentava sintomas típicos da doença, como alterações urinárias ou na ereção. “Eu não tinha absolutamente nenhum sintoma. Estava indo ao banheiro normalmente, não havia nada diferente. Só aquela dor nas semanas anteriores”, conta.
A próstata é uma pequena glândula localizada abaixo da bexiga, responsável por parte do líquido seminal. Nos estágios iniciais, o câncer de próstata geralmente não apresenta sintomas, mas quando se espalha, pode provocar dores nas costas, quadris e região pélvica.
Após a confirmação do câncer em estágio avançado, Grant iniciou tratamento com injeções hormonais para bloquear a testosterona. No entanto, exames mostraram que a doença havia se espalhado para clavículas, costelas e esterno, levando os médicos a adotarem uma terapia tripla, que combina bloqueio hormonal, medicamentos orais e quimioterapia.
Os especialistas estimam que Grant possa viver entre quatro e 10 anos, embora seja difícil prever a evolução exata da doença. Ele transformou sua experiência em alerta para outros homens, especialmente os mais jovens, que ainda acreditam que o câncer de próstata atinge apenas idosos.
“Durante muito tempo, essa foi vista como uma doença de homens mais velhos, na casa dos 60 ou 70 anos, mas eu sou a prova de que pode acontecer com pessoas mais jovens”, destaca. Ele ressalta também que, em profissões como a construção civil, dores musculares são comuns, mas persistência no desconforto deve ser investigada.
Para aumentar a conscientização sobre a doença, Grant e sua família participam de um evento ciclístico beneficente na Escócia, com o objetivo de arrecadar recursos para organizações que atuam na pesquisa e combate ao câncer de próstata.
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