segunda-feira, 29 de junho de 2015

Dia Internacional do Orgulho LGBT é celebrado em diversos países

Redação Voz da Bahia
O Dia Internacional do Orgulho LGBT é celebrado neste domingo (28). A data faz alusão ao episódio que ficou conhecido como Stonewall Inn, nome de um bar frequentado por grupos da comunidade lésbica, gay, bissexual, transexual e travesti (LGBT) de Nova Iorque e que na noite de 28 de junho de 1969 teve seus frequentadores presos pela polícia, levando a vários dias de protestos pela cidade norte-americana. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), em 76 países do mundo ter um parceiro do mesmo sexo ainda é considerado crime. Lançado há pouco menos de um mês, um novo vídeo da ONU, intitulado "Livres e Iguais", destaca as contribuições que a comunidade faz para famílias e grupos locais por todo o mundo. Nesta semana, o movimento conquistou uma vitória importante. No dia 26 de junho, o casamento gay tornou-se legal em todo o território dos Estados Unidos. No Brasil, o casamento homoafetivo é estendido a todo o país desde maio de 2013, quando entrou em vigor a Resolução 175, de 14 de maio de 2013, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Apesar de já garantir esse direito, o Brasil ainda está entre os que mais matam por homofobia, o preconceito contra homossexuais. Em 2014, ocorreram 326 mortes, segundo relatório do Grupo Gay da Bahia. Na avaliação do secretário de Relações Internacionais da Associação Brasileira ABGLT, Beto de Jesus, o fundamentalismo religioso e a intolerância, crescentes no país, são as principais causas da violência. Ele cita a retirada das discussões de gênero nas escolas, nos planos de educação, a falta de ênfase para a criminalização da homofobia, cujo projeto de lei foi apensado no projeto do Novo Código Penal, em tramitação no Senado, e outros "retrocessos". Na sociedade brasileira, um levantamento feito pela agência de pesquisa de mercado e inteligência Hello Research mostrou que 49% da população brasileira se diz contra a legalização do casamento gay, 21% são indiferentes e 30%, a favor. Foram entrevistados mil brasileiros com mais de 16 anos, em 70 cidades de todas as regiões e classes sociais.

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