Júri não chegou a um veredicto após sete dias de deliberação; promotoria poderá decidir se levará o caso novamente a julgamento
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Juiz declara nulo o julgamento de Lindsay Clancy, acusada de matar seus filhos | Foto: Reuters

O julgamento, que foi acompanhado pela televisão e durou quase seis semanas, terminou sem uma decisão sobre a responsabilidade criminal da ré. A promotoria apoiou a anulação, que permite avaliar a realização de um novo julgamento.
Os jurados enviaram três bilhetes ao juiz nesta semana informando que não conseguiam chegar a uma decisão. Na sexta-feira, Sullivan rejeitou um pedido da defesa para retirar um dos jurados, acusado pelos advogados de impedir a formação de um veredicto de inocência.
O magistrado afirmou que não havia outra alternativa diante do impasse. Antes de formalizar a nulidade, ele concedeu uma hora para que a defesa apresentasse um recurso de emergência e tentasse manter os jurados em deliberação. O recurso, porém, não impediu a declaração de julgamento nulo.
Defesa alega psicose pós-parto
Lindsay Clancy, de 36 anos, não contestou que estrangulou os três filhos, Cora, de 5 anos, Dawson, de 3, e Callan, de 8 meses. O crime ocorreu em janeiro de 2023, no porão da casa da família.
Segundo a defesa, ela sofria de psicose pós-parto e não tinha responsabilidade criminal no momento dos assassinatos. O advogado Kevin Reddington afirmou que Lindsay era uma mãe amorosa que atravessava um episódio psicótico quando matou as crianças.
Depois do crime, ela tentou se suicidar usando uma faca e pulando da janela do segundo andar. A queda provocou lesões que a deixaram paraplégica.
Acusação afirma que houve planejamento
Os promotores reconheceram que Lindsay enfrentava problemas de saúde mental, mas sustentaram que ela compreendia a ilegalidade de matar os filhos e agiu intencionalmente.
A acusação apresentou o depoimento de uma psicóloga que examinou a ré. Segundo a especialista, Lindsay teria planejado o suicídio e matado as crianças por acreditar que elas sofreriam sem a presença dela.
Os promotores também destacaram evidências segundo as quais Lindsay enviou o marido para buscar comida e passar em uma farmácia antes dos assassinatos. A acusação afirmou que ela teria calculado o tempo necessário para que ele retornasse à residência.
Caso reacendeu debate sobre saúde mental









































