“Não era bem assim”, “Fui mal interpretado”, “Distorceram o que eu disse”, “Falei em off” – essas e outras tantas desculpas esfarrapadas, como diziam os antigos, vira e mexe, são ditas por Paulo Guedes, ministro da Economia, que só recua depois do estrago feito.
As falações desta semana não fogem à regra. Como consequência, novo recorde do câmbio, o BC vendeu em dois leilões, mas não conteve a escalada, freio no ritmo das reformas, novos protestos sendo organizados, só para começo de conversa e repercussão lá fora.
O jornal The New York Times ficou surpreso com a declaração de Paulo Guedes sobre o AI-5 e com a posição dele de “não estar preocupado com a queda da moeda ao recorde de baixa”. Já o Financial Times publicou a reação de um executivo da Fidelity International: “Quando você tem um ministro de finanças dizendo algo assim, ele está encorajando uma liquidação da moeda”. Na Bloomberg, um executivo do Credit Suisse acha “muito irônico o BC atuar depois de dois formuladores da política financeira do Brasil afirmarem flexibilidade de cambio”. E o argentino La Nación teme a desvalorização da moeda com efeito “na indústria, turismo e inflação”. www.fabiocampana.com.br










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