HARUMI VISCONTI
Fernando Brucoli, da empresa Enercycle (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
Em 2001, a escassez de eletricidade no Brasil ameaçava indústrias, hospitais, aeroportos... e chuveiros elétricos. Embaixo de uma ducha, ao tomar banho, o engenheiro mecânico Fernando Brucoli não queria que a luz acabasse de jeito nenhum. Era inverno. Fazia frio. Ele apreciava a água quente quando viu o vapor subindo do ralo. "A gente fazendo o maior esforço para economizar eletricidade, e a água indo embora quente. Surgiu a ideia de criar um aparelho que não deixasse essa energia escapar”, diz. epoca.globo
Brucoli desenvolveu uma engenhoca capaz de aproveitar o calor do ralo para aquecer o chuveiro. Ele calculou que a água chega ao ralo ainda morna, com 80% do calor que tinha ao sair da ducha. Fez o encanamento que alimenta o chuveiro passar, antes, ao lado do sifão do ralo. Assim, a energia que iria embora com o calor ajuda a esquentar a água novamente, num ciclo que se retroalimenta. Um sifão especial, pouco maior que o usual, feito com plásticos (resistentes a água) e metais (mais eficientes na transmissão de calor).




