Zezé Di Camargo se joga no sofá de couro da suíte presidencial do Hotel Unique, em São Paulo, onde a equipe de QUEM o esperava para uma conversa exclusiva, em uma tarde de entrevista coletiva para o lançamentode seus novos CD e DVD, Zezé Di Camargo e Luciano. Com aquela cara que, carinhosamente, pode ser classificada como “de safado”, ele olha para as duas entrevistadoras e diz: “Agora eu sou todo de vocês”. É o jeito Di Camargo de ser. O mesmo jeito com que ele tanto brinca sobre a chegada dos 50 anos quanto fala sério a respeito de seu novo estado civil. “Estou sozinho, solteiro, solteiro mesmo, sem ninguém”, admite, após meses de especulação sobre o fim do casamento com Zilu, com quem teve a cantora Wanessa, de 29 anos, a atriz Camila, de 26, e o estudante e DJ Igor, de 18. “Adoro essa polêmica toda que aconteceu. As mulheres adoram”, ele diz, maroto.
Zezé só deixa a ironia de lado na hora de mostrar seu respeito pela mulher que o acompanhou em toda a sua trajetória, desde os tempos em que era um jovenzinho muito pobre tentando um lugar ao sol na praia da música até o megassucesso da dupla com o irmão Luciano. “A Zilu é uma pessoa que jamais vai sair da minha vida. Estamos separados, mas vocês ainda vão nos ver num bar tomando cerveja”, avisa, finalmente admitindo que o casamento, embora não tenha sido legalmente desfeito, já tinha chegado ao fim quando Zilu foi morar em Miami, no fim do no ano passado.
Ao longo da conversa, Zezé mostra que, aos 50 anos, ainda está muito mais para o cantor sertanejo de músicas românticas e roupas justas que enlouquece as fãs e que agora volta à pista para negócio do que para avô de José Marcus, o filho de Wanessa e do empresário Marcus Buaiz, nascido em janeiro. Suas prioridades hoje? “Cuidar da saúde, viver bem, ser feliz.”
QUEM: Você está fazendo 21 anos de sucesso, 50 de vida. O que mudou?
Zezé Di Camargo: A gente chega numa idade da vida em que as prioridades passam a ser outras. Agora é saúde. Cuidar da saúde, viver bem, ser feliz. Porque tem uma parte da sua vida que você tira para construir a felicidade que vai vir depois, que você acha que vai vir. Você passa a vida inteira batalhando para chegar num conforto na sua velhice.






