Com mais pessoas vivendo até a velhice com HIV, especialistas defendem uma mudança no tratamento para preservar autonomia e qualidade

A conquista da medicina, porém, trouxe um novo desafio: como garantir que essa população envelheça com saúde, autonomia e qualidade de vida, já que ela tende a crescer nas próximas décadas e apresenta maior risco de desenvolver multimorbidade (presença de duas ou mais condições de saúde crônicas), o que torna seus cuidados mais complexos?
Uma comissão publicada no fim de julho pela revista científica The Lancet HIV ajuda a traçar um panorama atual e das próximas décadas, além de sugerir estratégias para enfrentar esse desafio. Atualmente, segundo o estudo, cerca de 11,5 milhões de pessoas vivendo com HIV têm mais de 50 anos, o equivalente a quase 30% dessa população no mundo. Até 2040, esse número deve chegar a 20,2 milhões, quando mais da metade das pessoas com HIV terá acima de 50 anos. Mais na agenciaaids
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