Memorando do Departamento de Defesa dos EUA aponta escassez de munições, e Pentágono pressiona empresas por entrega de armas

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos pressionou empresas contratadas pela indústria de defesa a acelerar a produção e a entrega de armamentos em meio à escassez de munições provocada pelo conflito com o Irã.
A informação foi divulgada no sábado (8) por um veículo de imprensa americano, com base em um memorando do Departamento de Defesa. O documento foi confirmado pelo porta-voz do Pentágono, Sean Parnell.
Segundo o memorando, o subsecretário de Defesa Steve Feinberg escreveu aos líderes das empresas contratadas em 5 de agosto e exigiu a apresentação de planos para acelerar drasticamente as entregas e ampliar a capacidade de produção de equipamentos militares essenciais.
Empresas terão 21 dias para apresentar planos
As empresas deverão apresentar os planos em até 21 dias. O documento também exige propostas específicas de investimento de capital e expansão de instalações.
A medida tem como objetivo reduzir os longos prazos de desenvolvimento e aumentar a capacidade de produção de armamentos considerados essenciais para as forças americanas.
Pessoas familiarizadas com o assunto afirmaram à publicação que a escassez de munição gerou tensão entre o presidente Donald Trump e o Departamento de Defesa.
Estoques de mísseis caíram após início do conflito
Dados analíticos do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) indicam que o estoque global de mísseis Patriot caiu de 2.200 unidades, antes do início das hostilidades com o Irã, para menos de 827 no começo de agosto.
No mesmo período, os estoques de mísseis THAAD recuaram de 452 para menos de 278 unidades.
Outro veículo de comunicação americano informou, em 4 de agosto, que as forças dos Estados Unidos consumiram quase quatro quintos do estoque de mísseis THAAD desde o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Ainda segundo a publicação, aproximadamente metade dos mísseis Patriot foi utilizada durante o conflito. Quase metade dos mísseis de cruzeiro Tomahawk, usados em ataques de longo alcance, também teria sido consumida.
Um alto comandante militar dos Estados Unidos alertou que as reservas de munição do Pentágono caíram para “níveis perigosamente baixos”.
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