
Ricardo Stuckert / PR
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (20) que convidou o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para integrar um conselho internacional de paz idealizado por ele. A iniciativa foi descrita como uma espécie de estrutura paralela à Organização das Nações Unidas, que o republicano pretende criar para mediar conflitos globais. Alô Alô Bahia
A confirmação ocorreu durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington, realizada para marcar o primeiro ano do segundo mandato de Trump. Questionado pela repórter Raquel Krähenbühl, da TV Globo, sobre o convite feito a Lula e sobre o papel esperado do presidente brasileiro, especialmente em relação à crise entre Estados Unidos e Venezuela, Trump respondeu de forma direta. “Um grande papel. Eu gosto dele”, disse.
Na mesma entrevista, o presidente norte-americano foi perguntado se o novo conselho teria a intenção de substituir a ONU como principal instância de mediação internacional. Em resposta, Trump criticou o desempenho da organização. “Bem, talvez eu queira, a ONU não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca o explorou completamente. A ONU deveria ter resolvido todas as guerras que eu tentei resolver; eu nunca recorri a ela. Nunca sequer pensei em recorrer a ela. Eles deveriam ser capazes de resolver essas guerras. Acredito que devemos deixar a ONU continuar, porque o potencial dela é enorme”, afirmou.
Trump voltou a sustentar que sua gestão contribuiu para encerrar ou evitar diversos conflitos ao longo do primeiro ano do atual mandato, declarações que são questionadas por analistas internacionais.
O segundo mandato do republicano tem sido marcado por medidas e confrontos com impacto interno e externo. Em 12 meses, Trump anunciou tarifas globais, autorizou ações militares e fez ameaças a países considerados parceiros estratégicos dos Estados Unidos.
Antes da coletiva, a Casa Branca distribuiu à imprensa um documento de 31 páginas que lista 365 ações classificadas pela administração como conquistas desde a posse do presidente.
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