A análise da economista Giane Guerra sobre o prejuízo bilionário

O dinheiro do fundo garantidor
Giane explica que o ressarcimento virá do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que é um tipo de seguro mantido pelos outros bancos. Como o Master vai consumir um terço de todo o patrimônio desse fundo, os outros bancos terão que repor essa dinheirama. Para conseguir isso, as instituições financeiras acabam cobrando taxas e juros mais altos de nós, os clientes, para cobrir o rombo deixado por Daniel Vorcaro e sua equipe.
A demora no pagamento dos clientes
Até agora, não há previsão de quando os clientes lesados vão receber a cor para o bolso. O FGC está esperando a lista de credores há mais de 50 dias e, enquanto isso, o dinheiro aplicado em CDBs não está rendendo nada. A economista defende que o Tribunal de Contas da União e outros órgãos deveriam focar em recuperar o dinheiro desviado em vez de brigar com o Banco Central, que decidiu fechar o banco.
As fraudes no sistema financeiro
A análise mostra que o esquema envolvia empréstimos falsos que usavam justamente a segurança do FGC como isca. Qualquer valor que a Justiça conseguir recuperar agora servirá para diminuir o peso que será jogado nas costas do consumidor comum. Giane Guerra reforça que, na lógica de qualquer seguro, quando um causa o prejuízo, todos os outros segurados pagam a conta através de tarifas e serviços mais caros no dia a dia.
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