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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

"Ninguém vai passar pano” na investigação que cita filho de Lula, afirma presidente do INSS

Em entrevista ao Sala de Imprensa, Gilberto Waller avalia que apuração vai punir responsáveis por fraude bilionária no INSS, independentemente de lado político
Basília Rodrigues, Victoria Abel, Hariane Bittencourt - SBT News
O presidente do INSS, Gilberto Waller, afirmou ao SBT News que “ninguém vai passar pano” na investigação que cita o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, sobre fraude em recursos de aposentados e pensionistas.

“Sendo bem sincero, não conheço o que tem dentro da ação policial para saber da relação de A, B ou C no esquema. A gente fica sabendo pelo relato da imprensa. E como o próprio presidente da República já falou: a apuração tem que ir ao fim, doa a quem doer. Se tiver, tenho certeza que ninguém vai passar pano sobre essa situação. Toda apuração vai até o fim e os responsáveis deverão ser responsabilizados”, disse em entrevista exclusiva ao programa Sala de Imprensa.

Waller afirmou que todas as investigações estão sendo feitas contra quem causou prejuízos a aposentados e pensionistas, independentemente de relações políticas ou partidárias.

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que apura citações a Fábio Luís Lula da Silva verificadas no âmbito do inquérito sobre fraudes no INSS. Em uma representação revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a PF diz que o filho de Lula "em tese, poderia atuar como sócio oculto" de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A Operação Sem Desconto apurou a existência de repasses à empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.

Na última fase da operação, o STF decretou 16 mandados de prisão, entre eles do número 2 do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal; além de buscas e apreensões, como no endereço do vice líder do governo no Senado, Weverton Rocha (PDT-MA).

Durante a entrevista, o presidente do INSS reiterou que o esquema de fraude envolvendo entidades associativas teve início em 2019, no governo Bolsonaro, o que possibilitou a entrada de instituições fraudulentas e fantasmas. Em 2025, várias associações foram descredenciadas e servidores demitidos. Mais no sbtnews

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