Em entrevista ao Sala de Imprensa, Gilberto Waller avalia que apuração vai punir responsáveis por fraude bilionária no INSS, independentemente de lado político
Basília Rodrigues, Victoria Abel, Hariane Bittencourt - SBT News

O presidente do INSS, Gilberto Waller, afirmou ao SBT News que “ninguém vai passar pano” na investigação que cita o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, sobre fraude em recursos de aposentados e pensionistas.
“Sendo bem sincero, não conheço o que tem dentro da ação policial para saber da relação de A, B ou C no esquema. A gente fica sabendo pelo relato da imprensa. E como o próprio presidente da República já falou: a apuração tem que ir ao fim, doa a quem doer. Se tiver, tenho certeza que ninguém vai passar pano sobre essa situação. Toda apuração vai até o fim e os responsáveis deverão ser responsabilizados”, disse em entrevista exclusiva ao programa Sala de Imprensa.
Waller afirmou que todas as investigações estão sendo feitas contra quem causou prejuízos a aposentados e pensionistas, independentemente de relações políticas ou partidárias.
A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que apura citações a Fábio Luís Lula da Silva verificadas no âmbito do inquérito sobre fraudes no INSS. Em uma representação revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a PF diz que o filho de Lula "em tese, poderia atuar como sócio oculto" de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A Operação Sem Desconto apurou a existência de repasses à empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.
Na última fase da operação, o STF decretou 16 mandados de prisão, entre eles do número 2 do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal; além de buscas e apreensões, como no endereço do vice líder do governo no Senado, Weverton Rocha (PDT-MA).
Durante a entrevista, o presidente do INSS reiterou que o esquema de fraude envolvendo entidades associativas teve início em 2019, no governo Bolsonaro, o que possibilitou a entrada de instituições fraudulentas e fantasmas. Em 2025, várias associações foram descredenciadas e servidores demitidos. Mais no sbtnews
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