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sábado, 3 de janeiro de 2026

China aumenta imposto sobre preservativos para tentar reverter taxa de natalidade

Governo teme que baixo número de nascimentos provoque riscos econômicos devido ao rápido envelhecimento da população
 Pexels
Camila Stucaluc / SBT 
A China reverteu uma isenção fiscal sobre medicamentos e dispositivos contraceptivos. A partir deste ano, moradores pagarão 13% de imposto sobre as vendas de preservativos e anticoncepcionais, por exemplo — alíquota padrão adotada para quase todos os bens de consumo no país.

A medida faz parte dos esforços da China para reverter a baixa taxa de natalidade. Em 2024, foram contabilizados 9,54 milhões nascimentos no país, cerca de metade dos partos registrados uma década atrás, quando Pequim adotava a política do filho único (1980-2016) para conter o rápido crescimento populacional.

Em meio ao cenário, o governo vem anunciando uma série de iniciativas para encorajar as famílias a terem até três filhos. Entre as medidas estão a isenção fiscal para serviços de creche, extensão das licenças de paternidade e maternidade, além de um programa financeiro para famílias com crianças de até três anos.

O alto custo de vida no país, no entanto, acaba dificultando a adesão dos moradores à iniciativa. Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Populacional YuWa, de Pequim, apontou que a China é um dos países mais caros para se criar filhos, com gastos impulsionados por mensalidades escolares.

O temor do governo é que a baixa taxa de natalidade provoque riscos econômicos, já que o rápido envelhecimento da população pode prejudicar o mercado de trabalho, bem como o financiamento de pensões e serviços de saúde aos idosos. Dos 1,408 bilhão de habitantes, 22% ou 310,31 milhões de pessoas, tinham 60 anos ou mais em 2024, contra 296,97 milhões em 2023.

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