O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue proibido de usar redes sociais e dar entrevistas com conteúdo relacionado às investigações em curso, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (24/07). Apesar de reconhecer um descumprimento pontual das medidas impostas, Moraes optou por não decretar a prisão preventiva do ex-presidente, destacando que se tratou de uma irregularidade isolada. O magistrado, no entanto, alertou que qualquer novo descumprimento resultará em prisão imediata. 180graus.com/brjus
Bolsonaro tem manifestado dúvidas sobre os limites de suas restrições. Durante visita à sede do PL, em Brasília, afirmou que não está claro o que pode ou não dizer publicamente. Segundo ele, aguarda parecer de seus advogados para orientar suas próximas declarações. As restrições incluem, além da proibição de uso das redes, tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana, e veto a contatos com autoridades estrangeiras ou investigados.
A decisão do STF ocorre após Bolsonaro conceder entrevista na saída do Congresso Nacional, onde mostrou sua tornozeleira à imprensa. A fala, posteriormente divulgada por terceiros na internet, motivou questionamentos da defesa, que alegou desconhecimento das proibições específicas. Moraes, por sua vez, reiterou que o compartilhamento indireto de conteúdos pelas redes constitui burla às medidas, especialmente quando feito de forma coordenada.
O ex-presidente é investigado por suposta tentativa de golpe de Estado e por incentivar retaliações comerciais dos EUA ao Brasil, junto ao filho Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA desde fevereiro. A Polícia Federal aponta que ambos atuaram para desestabilizar o Judiciário e influenciar decisões políticas no exterior, o que teria resultado em sanções anunciadas pela Casa Branca. O caso segue em apuração no STF.
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