Por Leonardo Almeida / BN
Foto: Reprodução / Redes Sociais

“Estava trabalhando, precisei gravar uma entrevista com uma pessoa que mora em um apartamento. Ao chegar na portaria, eu disse o meu primeiro nome e o número do apartamento. E a pergunta que eu recebi foi: ‘É serviço, é? Pra muita gente pode parecer uma pergunta normal, mas a gente sabe que não é. Isso é o racismo estrutural”, denunciou Felipe.
O repórter refletiu que a forma como foi tratado retrata um padrão de comportamento enraizado na sociedade, que associa automaticamente pessoas negras à condição de prestadores de serviço em espaços de classe média alta.
“Provavelmente, se fosse uma pessoa branca chegando ali no mesmo horário que eu cheguei, com a roupa social como eu estava, o porteiro não se sentiria à vontade para fazer essa pergunta”, disse Felipe.
Em seu relato, o jornalista ainda destacou como esse tipo de abordagem, embora aparentemente sutil, tem impacto profundo. “É uma coisa muito simples, mas isso é capaz de destruir o dia de uma pessoa negra. Não foi a primeira vez que isso aconteceu comigo, provavelmente não vai ser a última.”
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