A Panasonic afirmou que pretende demitir cinco mil funcionários no Japão e outros cinco mil no resto do mundo
Por Alessandro Di Lorenzo, editado por Bruno Capozzi - olhardigital
Desligamentos fazem parte de plano de reestruturação da empresa japonesa
(Imagem: OleksSH/Shutterstock)

A Panasonic planeja cortar cerca de 10 mil empregos em todo o mundo. A fabricante japonesa de eletrônicos informou nesta sexta-feira (9) que as demissões fazem parte de um plano de reavaliação do número de organizações e pessoal necessários. As informações são do The Wall Street Journal.
No total, devem ser desligados cinco mil funcionários no Japão e outros cinco mil no resto do mundo, embora não tenham sido divulgados quais países devem ser afetados. Atualmente, a empresa conta com um quadro de cerca de 229 mil empregados.
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O plano de recuperação da PanasonicA Panasonic disse que pretende simplificar as funções e operações, consolidando os departamentos de vendas em seus negócios de eletrônicos de consumo.
Além disso, prometeu encerrar negócios não lucrativos e sem perspectivas de recuperação.
Isso permitiria que ela se concentrasse em setores globalmente competitivos, como fontes de energia para data centers, armazenamento de energia e equipamentos eletrônicos usados em aeronaves.
A projeção é que o processo de reestruturação custe cerca de US$ 891 milhões (cerca de R$ 5 bilhões).
Após este trabalho ser concluído, espera-se uma melhora no lucro de US$ 1 bilhão (o equivalente a R$ 5,6 bilhões) para 2026.
A nova onda de demissões também é influenciada pela guerra tarifária entre Estados Unidos e China. A empresa acredita que a demanda por eletrônicos de consumo enfraquecerá no Japão e ficará estável em território chinês devido à contínua desaceleração econômica.
A Panasonic estimou, inicialmente, que o aumento dos preços iria compensar os potenciais prejuízos causados pela disputa entre as duas potências. No entanto, está cada vez mais claro que os impactos devem ser maiores.
Desse modo, a reestruturação também serve como uma forma de minimizar os prejuízos e garantir a manutenção das operações da companhia num futuro completamente incerto.
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