
Foto: Acervo familiar
Um ano após a morte da filha, a adolescente Hyara Flor Santos Alves, Hiago Alves não desistiu de buscar justiça. Informa o G1
A menina de 14 anos, que integrava uma comunidade cigana na cidade de Guaratinga, no extremo sul da Bahia, foi morta com um tiro no queixo em 6 de julho de 2023, exatamente um ano atrás.
Na quinta (4), em conclusão da perícia feita pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT): o perfil genético identificado na arma do crime é do marido da vítima, um adolescente de 15 anos. Ele foi indiciado pelo ato infracional análogo ao crime de feminicídio e é procurado pela polícia.
Diante disso, o pai de Hyara cobra as autoridades para que o caso não seja esquecido sem que os culpados sejam responsabilizados.
“Eu ainda não vi a justiça porque quem matou está foragido e quem mandou está em liberdade. Espero que as autoridades da Bahia façam valer a pena todo esforço que eu tive e peguem esses acusados e ponham no lugar que eles merecem”, clama Hiago.
Embora apenas o marido de Hiara seja apontado como suspeito, a família dela acusa o sogro da menina de ter articulado o crime. De acordo com essa versão, ela teria sido alvo de uma vingança por conta de uma suposta relação extraconjugal entre a sogra e um de seus tios.

Pai de adolescente morta na Bahia acusa família do genro por feminicídio e acredita em motivação por vingança
O inquérito citado por ele havia concluído que o autor do disparo seria o irmão mais novo do marido de Hyara, uma criança de 9 anos. O tiro teria sido acidental.
Já o perito contratado pela família demonstrou que uma criança não conseguiria fazer tal disparo com a arma usada no crime, uma pistola calibre 380. O tiro fez com que a garota asfixiasse no próprio sangue até a morte.
Com as constantes denúncias que faz aos supostos autores do crime, Hiago afirma que sofre ameaças, mas nem por isso pretende desistir de lutar por justiça.
O marido de Hyara chegou a ser apreendido pela suspeita de ter atirado contra ela, mas foi liberado após a conclusão do inquérito.
Em março deste ano, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) pediu para que laudos referentes a perícias complementares realizadas pelo DPT, sobre o inquérito policial, fossem analisados.
Na oportunidade, a Polícia Civil informou que tinha atendido ao pedido, e solicitado à Justiça uma medida cautelar de internação para o marido de Hyara Flor, em uma unidade socioeducativa. Os investigadores consideraram que a medida era necessária para a conclusão da nova apuração e garantiria a integridade física do adolescente.

Hyara Flor, de 14 anos, foi morta após ser baleada no queixo, dentro da casa em que ela vivia com o marido.
O caso aconteceu no dia 6 de julho de 2023 e a adolescente foi socorrida e levada para o Hospital Municipal de Guaratinga.
Dentro da casa, foi encontrada uma pistola calibre 380, com dois carregadores e munições. Os objetos foram apreendidos e encaminhados à perícia.
A necropsia do corpo provou que o tiro fez com que a garota asfixiasse no próprio sangue, até a morte.
O crime aconteceu apenas 45 dias após o casamento de Hyara com outro adolescente, que assim como ela tinha 14 anos, e que também faz parte da comunidade cigana.
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