Em entrevista à mídia estatal da China, Putin disse nunca ter se recusado a negociar e afirmou estar aberto ao diálogo sobre a Ucrânia
Foto: Presidência da Rússia

“Procuramos uma solução abrangente, sustentável e justa para este conflito através de meios pacíficos”, declarou. “Estamos abertos ao diálogo sobre a Ucrânia, mas essas negociações devem ter em conta os interesses de todos os países envolvidos no conflito, incluindo o nosso”, destacou Putin.
O Metrópoles destaca que a afirmação de Putin acontece em um momento de extrema tensão na Europa, com diversas trocas de ameaças envolvendo a Rússia e países aliados da Ucrânia que trouxeram de volta o clima da Guerra Fria para a região. Além do apoio à Kiev através de armamentos, líderes de países que integram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) elevaram o tom contra Moscou desde o início da guerra, e recentemente levantaram a possibilidade de um envolvimento direto no conflito.
Ainda segundo o Metrópoles, um dos principais aconteceu em fevereiro deste ano, quando o presidente da França, Emmanuel Macron, levantou a possibilidade de enviar tropas da Otan para o campo de batalha na Ucrânia. Meses depois, o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, admitiu que soldados da aliança já estariam presentes em território ucraniano, sem dar maiores detalhes.
A Rússia respondeu através da realização de testes com armas nucleares, realizadas no início deste mês, além de uma polêmica declaração vinda de um dos braços direitos de Vladimir Putin. Na última segunda-feira, o ministro interino das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, usou um tom ameaçador para afirmar que o país está pronto para enfrentar potências ocidentais caso os aliados da Ucrânia queiram abandonar a diplomacia e partir para o campo de batalha na tentativa de resolver o conflito, acrescenta o Metrópoles.
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