Nos países ricos, a Tuberculose é vista como coisa do passado. Mas globalmente, ela é a principal causa de morte infecciosa, tendo feito 1,8 milhão de vítimas em 2015.
No entanto, o último estudo para estimar o número de infecções por Tuberculose Latente foi há 20 anos. Desde então, muitas coisas mudaram. A população mundial aumentou mais de 20%. Na China, por exemplo, a idade média foi aumentada em dez anos ao longo deste período. Ao mesmo tempo, as crianças representam quase metade da população nos países da África.
Em um novo estudo publicado na PLoS Medicine, a “força de infecção” da Tuberculose veio à tona novamente: há chance de um indivíduo se infectar em 180 países – equivalente a 99% da população. Segundo os pesquisadores, grande parte dessas infecções aconteceu em 1990. Depois desse período, usamos estimativas da Organização Mundial de Saúde sobre a prevalência da Tuberculose.
Aplicando estas tendências históricas no risco de infecção para as repartições demográficas de cada país, pudemos descobrir a proporção de pessoas em cada faixa etária suscetível a ter uma infecção por Tuberculose Latente.
Cerca de um quarto da população global atualmente tem uma infecção de Tuberculose Latente – cerca de 1,7 bilhão de pessoas. Mais de 80% desse índice está concentrado na Ásia e na África. Apesar disso, estima-se que cerca de 100 mil crianças – mais do que toda a população da Alemanha – já carregam essa infecção.
Novos diagnósticos são necessários para identificar indivíduos com Tuberculose Latente suscetíveis de evoluir para a doença. Essas ferramentas são necessárias para tratá-los de forma segura.
Esse artigo foi publicado originalmente no The Conversation. [ IFL Science ] [ Fotos: Reprodução / IFL Science ]
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