No ano passado, o explorador canadense George Kourounis tornou-se a primeira pessoa a sondar suas profundezas ardentes.
Em novembro de 2013, George Kourounis, em parceria com aNational Geographic e a empresa de viagens Kensington Tours, tornou-se a primeira pessoa a chegar ao fundo da cratera, por todos os seus 70 metros de largura e 30 metros de profundidade, no deserto ao norte do Turcomenistão.
Os detalhes não são claros quanto ao que realmente aconteceu, mas acredita-se que os cientistas soviéticos incendiaram a plataforma para queimar os gases nocivos que foram liberados após o colapso, mas subestimaram a quantidade de gás natural que existia abaixo da superfície.
Além de ir a um lugar que ninguém nunca foi antes, a missão da Kourounis era coletar amostras de solo a partir do chão da cratera para determinar se a vida realmente pode sobreviver naquelas condições. Se sim, a pesquisa poderia ter grandes implicações na perspectiva de encontrar vida em condições extremamente duras, em outros planetas.
Korounis relatou para Nunez a sensação de entrar pela primeira vez na cratera que é um dos fenômenos naturais mais estranhos do mundo. “Quando você olha pela primeira vez a cratera, é como se ela tivesse saído de um filme de ficção científica. Você tem este vasto deserto com quase nada lá, e de repente surge esta cratera em chamas escancarada”, disse.
“O calor que ela emite é ardente, o brilho das faíscas que giram em torno do ar no local é simplesmente fantástico de se assistir, e quando você está a favor do vento, você recebe esta onda de calor que é tão intensa que você não pode sequer olhar diretamente para o vento. Você tem que proteger o seu rosto com a mão, ao ficar em pé na borda da cratera. Nessa hora eu pensei: ‘Ok, talvez eu tenha mordido além do que eu podia mastigar’", finalizou Korounis.
O pesquisador estava atrás de formas microbianas de vida, que pudessem sobreviver em um ambiente tão quente e riquíssimo em metano. Ele ainda ressaltou que mesmo que não tivesse encontrado nada, a expedição já seria enriquecedora.
Os cientistas conseguiram encontrar bactérias que vivem na parte inferior da cratera com adaptação incrível ao calor. Outro fator importante é que estas mesmas bactérias não foram encontradas ao redor da cratera ou nas proximidades, nem mesmo a uma certa distância.
Não existem pesquisas completas sobre a cratera e ninguém sabe informar, com exatidão, quantos anos mais ou décadas, ela continuará a queimar. Fonte: National Geographic Foto: Reprodução / National Geographic e Internet
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