Em 1985, Jackson comprou o catálogo da editora ATV, que incluía as músicas dos Beatles, por US$ 49,5 milhões. Ao mesclar o material com o catálogo da Sony, uma década depois, recebeu US$ 115 milhões mais a garantia de US$ 6,5 milhões por ano, um valor que aumentou para US$ 11 milhões anuais em 2008.
Segundo Ackerman, no entanto, o rei do pop gastava muito dinheiro em doações para caridade, presentes, viagens, arte, joias e mobília. O cantor também deixava boa parte de seus ganhos na administração do rancho Neverland. Ainda assim, a maior parte dos gastos de Jackson estava no pagamento de juros - o valor chegou a US$ 30 milhões anuais quando ele morreu em 2009.
Os juros dos empréstimos feitos pelo cantor foram subindo ao longo dos anos, até passarem de 7% para 16,8% anuais, disse Ackerman. Em 1993, Jackson já devia US$ 30 milhões, valor que subiu para US$ 140 milhões em 1998. Quando morreu, ele devia entre US$ 400 milhões e US$ 500 milhões. Desde 2007, já não recebia empréstimos.
A AEG Live, empresa que promove shows, já gastou US$ 1,5 milhão em especialistas em contabilidade para testemunhas sobre as finanças de Jackson. O resultado do julgamento dirá quanto a empresa terá de pagar à mãe e filhos do cantor.
A família processou a AEG, alegando que ela contratou de forma negligente o médico Conrad Murray para supervisionar o músico, enquanto ele se preparava para o show de 50 anos, em Londres. Murray é acusado de administrar uma dose letal de anestésico em Jackson. A AEG, no entanto, afirma que Jackson contratou Murray e os pagamentos feitos ao médico eram adiantamentos ao cantor.http://www.diariodepernambuco.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário