
A Praça Otávio Mangabeira, no coração da cidade, que passou por obras e serviços de requalificação e será entregue hoje, dia 26, às 16 horas, pelo prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), guarda memórias afetivas da cidade. Atualmente, conta com dois painéis do multiartista grapiúna Carlos Santal, desde 2007 radicado em Portugal, que aceitou convite para a pintura das obras que retratam fases da lavoura cacaueira.
Os dois painéis lembram em cores vivas a colheita e a quebra do fruto do cacaueiro por trabalhadores rurais que estão na essência dessa lavoura fundamental para o sul da Bahia. Ele retornou a Itabuna para uma estadia mais demorada e além de rever familiares e amigos, mostrou um pouco de sua arte em exposições que retratam a estreita ligação com o universo do cacau na região celebrizada mundialmente por Jorge Amado.
“Os painéis permitem que os jovens possam conhecer uma cultura que faz parte da história da nossa região. A praça é um local de confraternização e convivência e fico muito feliz em participar desse projeto”, disse o cantor, compositor, cineasta e artista plástico em novembro do ano passado ao encerrar seu trabalho.
A praça foi inaugurada em 1963 com um fato inusitado. A princípio, teria o nome popular da Praça Camacan, mas os convites emitidos pela Prefeitura faziam referência à Praça da Cinquentenário. Tempos depois, passou a ser denominada de Praça Otávio Mangabeira, em homenagem ao ex-governador baiano (1947–1951).
Toda essa história pitoresca será contada logo mais em painéis que estarão expostos à visitação pública na Praça de Alimentação deste importante espaço público. A exposição de imagens antigas da Praça Otávio Mangabeira integra a coleção do Centro Cultural Teosópolis, do Bairro da Conceição, sob a curadoria da professora e historiadora Janete Ruiz de Macedo, diretora da unidade e fundadora do Centro de Documentação da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).
Nas décadas de 60 e 70, atores, atrizes e músicos participaram de peças teatrais, jograis e shows, inclusive de calouros, no extinto Teatrinho ABC, que se localizava na praça. Em 1978, o espaço artístico deu lugar, sob protestos dos artistas, a uma praça moderna, inclusive com a construção de um restaurante que ficou famoso: Caçuá, demolido em 2008.
Em 2016, a praça ganhou o Monumento à Bíblia em projeto arquitetônico assinado por Catia Porcino de Sousa e Cassiano André de Almeida Nunes, executado com o apoio do Conselho de Pastores, Teólogos e Oficiais Evangélicos do Brasil e do Exterior (CPEBE) e do Conselho Itabunense de Ministros e Pastores Evangélicos (CIMPE).
Na atual reforma, a praça ganhou a escultura Simbiose – interação do homem com a natureza – criação do artista plástico Diovane Tavares Santos. Além disso, recebeu investimentos em recursos próprios no valor de R$ 2.745.562.68 no âmbito do Programa Praça Viva.





































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