Relator de processo que cassou certificado de operação da empresa aponta falhas em inspeções de itens obrigatórios de sete aeronaves
Foto: VoePass/assessoria

O relatório foi feito pelo diretor da Anac, Luiz Ricardo Nascimento. No documento, ele destacou a operação assistida, foi constatado uma sistemática de descumprimento de procedimentos operacionais que era recorrente na empresa. Entre as ações, 20 inspeções foram feitas em tarefas de manutenção referentes a itens de inspeção obrigatórias em sete aeronaves que não foram realizadas entre 15 de agosto de 2024 e 11 de março de 2025, o que representou um total de 2.687 voos. A conclusão é que os voos foram realizados “com aviões em condições consideradas não aeronavegáveis”, e a área técnica constatou relevante degradação nos processos organizacionais, entre eles a sistêmica perda de controle dessas inspeções.
Com a cassação do COA, a Voepass está impedida de realizar voos regulares pelos próximos dois anos. Além disso, a empresa ainda foi multada em R$ 570,4 mil. Vale lembrar que a companhia aérea já estava em recuperação judicial com dívidas superiores a R$ 400 milhões.
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