Por Igor Gielow | Folhapress
Foto: Reprodução/ Redes Sociais

"Nós basicamente temos dois países que têm lutado há tanto tempo, e tão duramente, que eles não sabem que porra estão fazendo. Você entende isso?", afirmou irritado sobre os rivais a repórteres na Casa Branca, ao embarcar para a cúpula da aliança militar Otan, na Holanda, onde queria fazer sua "volta da vitória", vendendo-se como pacificador.
A fragilidade do acordo era previsível, e será necessário esperar as próximas horas para ver se estão em curso espasmos naturais de um processo tenso ou a volta às hostilidades abertas, iniciadas na forma atual no dia 13 pelo Estado judeu.
"Eu não estou feliz com o Irã, não estou feliz com Israel", disse a repórteres, embora tenha focado suas críticas no Estado judeu. "Eu preciso fazer Israel se acalmar. Assim que aceitaram o acordo, eles vieram e lançaram um monte de bombas, algo que eu nunca tinha visto, a maior carga que já vimos", disse, com o exagero habitual.
Na rede Truth Social, ele havia acabado de publicar: "Israel. Não lance essas bombas. Se fizer isso, será uma grande violação. Traga seus pilotos para casa, agora!". Não parece ter funcionado: a Rádio do Exército de Israel relatou ataque a um radar perto de Teerã, e explosões foram descritas pela mídia local.
Horas antes, quando o arranjo passou a valer, à meia-noite em Washington (1h em Brasília), o presidente havia pedido "por favor, respeitem" o acordo aos beligerantes. Oficialmente, ambos os rivais aceitaram o acordo do americano.
Ele mesmo já havia pulado fora do conflito antes de anunciar a trégua. No sábado (21), um poderoso ataque com bombardeiros B-2 atingiu três instalações nucleares vitais para Teerã. O mundo prendeu a respiração, temendo uma escalada incontrolável.











































