Dona de casa disse que pensava que morreria de verdade e não passava por uma dessa
A mesma é atestada como morta no estado de São Paulo e por esse motivo lhe foi negado à pensão vitalícia, pois a mesma é viúva e desde 2013 vem tentando receber o benefício.
O Calila Noticias esteve na manhã desta quinta-feira, 30, no escritório do advogado Leonardo Guimarães e a encontrou Luzia na companhia de três, dos cinco filhos conversando com o advogado para tentar encontrar uma solução para o seu problema, pois, segundo ela, ficou viúva em setembro de 2012 e de lá pra cá vem tentado a pensão e nada vem dando certo, por último foi comunicada pelo setor competente, no caso o Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS, que ela é uma pessoa que já morreu, cujo atestado de óbito indica que seu falecimento ocorreu em 2003.
Certidão de óbito está quase tudo com informações de Luzia, mas foge a realidade com os números do RG, quantidade e nomes dos filhos
O advogado Leonardo Guimarães ainda é bastante jovem e segundo ele poderia contar uma história dessas talvez lá no fim de carreira. Ele lamenta o que chama de amostra da fragilidade do sistema no Brasil, que ainda deve muito em informatização e segurança para o cidadão brasileiro em geral.
Durante muito tempo Luzia foi informada que era uma pessoa morta, e a “comprovação” chegou há dez dias
De acordo com Guimarães, usando linguagem mais técnica, Luzia procurou o INSS porque o então companheiro dela Miguel Bispo dos Santos que já era aposentado morreu, “ sabendo que na condição de esposa ela teria o direito a pensão, procurou sozinha o INSS que aliás o atendimento é padrão, a pessoa pode ir sem advogado, mas lá chegando não conseguiu, a partir daquele momento ela nos procurou dizendo que para o INSS ela era uma pessoa morta.


