São Paulo - Mesmo em meio à maior crise de seus 35 anos existência, assolado por denúncias de corrupção e desvios na Petrobras investigadas pela Operação Lava Jato, manifestações de rua e panelaços contra o partido e rejeição ao governo da presidente Dilma Rousseff, o PT registrou nos primeiros cinco meses deste ano um aumento considerável do número de filiados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
'Reação'
Para a direção do partido, o fenômeno pode ser visto como uma reação às investidas de grupos e movimentos "da direita" contra o partido nas ruas.
"Setores da base social do PT saíram em defesa do partido. Para eles, a forma de reagir é a filiação", afirma o deputado estadual José Américo Dias, secretário nacional do Comunicação do PT.
Só em abril, mês em que o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto foi preso durante mais uma etapa da Operação Lava Jato sob suspeita de arrecadar dinheiro de propina para o partido por meio de doações de campanha e que 97 mil trabalhadores perderam seus empregos no Brasil, o PT ganhou 10.882 filiados, número 2.734% maior do que as 384 filiações registradas em abril do ano passado.
Segundo José Américo, outro fator que pode ter provocado o "fenômeno da filiação" é uma maior organização do partido nas redes sociais.
Preferência
O aumento do número de filiados registrado no período contrasta com a queda brusca da preferência do eleitorado pelo PT. O partido da presidente Dilma Rousseff continua sendo o mais querido do País, mas o porcentual de eleitores que dizem preferir o PT às demais legendas caiu de 22% em dezembro do ano passado para 12% em fevereiro deste ano, segundo o instituto Datafolha.




