Por Edu Mota, de Brasília-BN
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O recorde anterior do sistema Pix havia ocorrido no dia 5 de dezembro do ano passado. Na ocasião, foram 313.339.828 operações liquidadas, com movimentação de R$ 179,9 bilhões.
Em dezembro de 2025, as operações que bateram recorde em um único dia tiveram valor médio de operação de R$ 574,24. Agora em setembro deste ano, a média por transação também foi recorde, chegando a R$ 587,58, segundo o Banco Central.
Dados mais recentes, do segundo trimestre de 2026, mostram que o Pix é a modalidade de pagamento mais utilizada pelo brasileiro. Foram 22,93 bilhões de operações de abril a junho, totalizando R$ 10,499 trilhões movimentados.
A pesquisa do BC mostra que o cartão de crédito ficou na segunda posição entre as modalidades de pagamentos mais utilizadas, com 6,049 bilhões de transações e R$ 815,57 bilhões de movimentação no período.
Em junho, o sistema Pix foi um dos motivos para que os Estados Unidos aplicassem tarifa de 25% em produtos brasileiros, o chamado tarifaço. O Escritório do Representante Comercial do país (USTR) alegou que, por décadas, os atos, as políticas e as práticas do Brasil prejudicaram o comércio norte-americano.
O Pix também foi alvo de críticas do governo americano. A administração Donald Trump acusa o Banco Central brasileiro de prejudicar empresas americanas, incluindo as grandes bandeiras de cartões Visa e Mastercard, e usou este argumento, entre outros, para justificar a imposição de novas tarifas comerciais ao Brasil.
Em evento de campanha neste sábado (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que vai se encontrar com Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, neste mês de setembro, e que vai mostrar a ele como funciona o Pix.
“O presidente dos Estados Unidos quer acabar com o Pix, mas eu agora vou para a ONU, vou encontrar com o Trump e vou dizer para ele: 'Trump, faça um Pix que você vai ver o quanto será bom'”, disse o presidente.
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