Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O decreto, publicado no Boletim Oficial de quinta-feira (6), autoriza a entrada de uma fragata Tamandaré com 135 militares, uma fragata Niterói com 200 efetivos, um navio de socorro submarino Guillobel com 80 tripulantes e um submarino Riachuelo com 35 brasileiros a partir do dia 10 de agosto.
Também está prevista a participação de militares do Estado Maior, aviadores navais e especialistas da Marinha brasileira.
A autorização foi concedida após a realização do exercício bilateral denominado “Fraterno”, na Base Naval Puerto Belgrano, na cidade de Mar del Plata. Esse exercício é promovido entre o Brasil e a Argentina desde 1978.
De acordo com o texto assinado por Milei, “a não participação no mencionado exercício afetaria significativamente o adestramento naval em operações combinadas” com a Marinha brasileira, em relação a atividades de “elevada complexidade operacional tática”.
Na última terça-feira (4), o governo brasileiro decidiu rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina para o nível de encarregados de negócios.
Com a medida, o embaixador Julio Bitelli não retornará para Buenos Aires e o embaixador de Milei em Brasília, Daniel Raimondi, voltará para o seu país.
A decisão foi tomada em resposta à continuidade dos insultos de Milei em entrevistas, mesmo após a convocação de Bitelli para consultas e Raimondi ter sido chamado no Itamaraty.
O governo brasileiro cobrou esclarecimentos sobre as ofensas do chefe da Casa Rosada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes na Convenção Nacional do Partido Liberal no final de julho.
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