Foto: Divulgação / Seleção Norueguesa

Diante dos jogadores, ainda no calor da classificação, o treinador celebrou o feito histórico, exaltou o grupo e encerrou o discurso olhando para o próximo desafio da seleção nórdica: o Brasil.
"E hoje vocês vão aproveitar muito. E, Carlo Ancelotti, vamos atrás de você!", disse Solbakken, sob aplausos e gritos dos atletas.
A Noruega não chegava ao mata-mata de uma Copa desde 1998, justamente a edição em que derrotou o Brasil por 2 a 1 na fase de grupos. Agora, 28 anos depois, a equipe volta às oitavas embalada e com o retrospecto a favor diante dos brasileiros.
No discurso aos jogadores, Solbakken tratou o resultado como um marco histórico: "O que vocês fizeram não muda apenas a história do futebol norueguês. Muda a história da Noruega. Isso nunca mais vai acontecer. Vocês fizeram isso acontecer."
O técnico também projetou a classificação como início de uma nova fase para a seleção. Para ele, a campanha de 2026 pode tirar a Noruega do papel de visitante ocasional em Copas do Mundo.
"Daqui para frente vamos nos classificar várias vezes. Vez após vez. Esses 28 anos de sofrimento ficaram para trás", disse.
A celebração não ficou restrita ao vestiário. No gramado, os jogadores repetiram a tradicional “remada viking”, comemoração que se tornou símbolo da equipe nesta Copa. Capitão da seleção, Martin Ødegaard comandou a festa ao lado dos companheiros.
O duelo contra o Brasil será disputado no próximo domingo (5), às 17h, no horário de Brasília, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A partida vale uma vaga nas quartas de final.
A Noruega carrega um dado incômodo para a Seleção Brasileira. Em quatro encontros na história, o Brasil nunca venceu os noruegueses. Foram dois empates e duas derrotas, incluindo o revés na Copa de 1998.
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