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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Funcionária de lotérica furta bilhete premiado, pede demissão no dia seguinte e diz que marido ganhou R$ 29 milhões

Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A Justiça de Mato Grosso vai continuar investigando o suposto furto de um bilhete premiado da Mega-Sena, no valor de R$ 29 milhões, ocorrido em uma casa lotérica de Sinop, em 2023. A decisão foi mantida pelo ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou o pedido da defesa dos acusados para transferir o caso à Justiça Federal.  Correio24horas

O prêmio principal do concurso, sorteado em agosto de 2023, foi de R$ 116.232.513,11 e acabou dividido entre quatro apostas vencedoras. Duas delas foram registradas na mesma lotérica de Sinop, enquanto as outras foram feitas em Fortaleza (CE) e Uberaba (MG). Cada ganhador recebeu R$ 29.058.128,28.

Segundo a denúncia do Ministério Público, uma funcionária da lotérica imprimiu um bilhete com defeito durante o atendimento a uma cliente. Como o jogo não foi cancelado, o comprovante foi guardado em um cofre e passou a integrar o patrimônio da empresa, conforme as normas do estabelecimento. Em seguida, um novo bilhete com os mesmos números foi emitido e entregue à apostadora, que acertou as seis dezenas sorteadas.

Ainda conforme a investigação, após o resultado da Mega-Sena, a funcionária retirou o bilhete defeituoso do cofre e, no dia seguinte, pediu demissão junto com o marido, alegando que ele era um dos vencedores do prêmio milionário. Toda a movimentação teria sido registrada pelas câmeras de segurança da lotérica.

A existência de duas apostas vencedoras com a mesma combinação de números, registradas no mesmo estabelecimento, levantou suspeitas dos proprietários da lotérica, que acionaram a polícia. De acordo com a denúncia, um dos sócios entrou em contato com o casal para pedir esclarecimentos, mas o marido da funcionária teria reagido de forma ameaçadora, afirmando ser o legítimo dono do prêmio e exigindo o encerramento das investigações.

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Ao analisar o recurso da defesa, Ribeiro Dantas concluiu que a suposta vítima do crime é a própria casa lotérica, uma empresa privada, e não a Caixa Econômica Federal. Segundo o ministro, o saque do prêmio seria apenas uma consequência do suposto furto, sem alterar a competência para julgamento do caso.

Com a decisão, a ação penal seguirá tramitando na Justiça estadual de Mato Grosso. A funcionária e o marido respondem por furto qualificado mediante abuso de confiança.

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